Tese de doutorado, 2014.

Esta pesquisa discute as transformações que vêm ocorrendo nos tradicionais mercados populares do centro de São Paulo (Brás, 25 de Março e Santa Ifigênia), a partir das chamadas galerias e feiras da madrugada. Atualmente, milhares de revendedores, vindos da periferia da cidade, da região metropolitana, do interior do Estado e também de outros estados, direcionam-se a estas regiões em busca de oportunidades de negócios. Além de brasileiros, encontram-se, nesses espaços, bolivianos, chineses, paraguaios, peruanos, libaneses, angolanos, entre outros, atuando seja na distribuição de uma produção local, seja como importadores ou, ainda, como compradores que visam revender as mercadorias em seus países de origem de modo que esses locais passaram a dialogar de outra maneira com a economia urbana da cidade. As formas de controle e fiscalização que incidem sobre estes espaços também se alteraram, tanto por meio das políticas de formalização de certas práticas, que são toleradas e até incentivadas, como através do recrudescimento da repressão policial, que em determinados comportamentos e práticas passam a ser combatidos e reprimidos. A pesquisa procurou problematizar os agenciamentos locais que se constituem em torno do desenvolvimento desses mercados populares, as formas de regulação, práticas de controle e fiscalização de diferentes agentes estatais e a dinâmica dos atores localmente situados. Trata-se de problematizar tais agenciamentos, como eles se formam no entrecruzamento de circuitos de mercadorias de diferentes procedências, quais são as mediações em jogo e de que maneira eles se conectam com as novas formas de gestão da produção e estratégias de circulação e distribuição comercial
Palavras chaves
Empreendedorismo; Globalização por baixo; Informalidade; Mercados populares; Migrações
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