O artigo propõe discutir o estatuto da resistência na trama da escritura e no espaço conceitual em que a questão do poder se formula. O atalho para lidar com a questão diz respeito ao lugar e estatuto da “batalha” nos jogos de poder – o “rumor surdo das batalhas” que encerra Vigiar e Punir, mas das quais mal se vê se vê os sinais nos modos operatórios do poder disciplinar descritos e analisados nesse livro. Se é verdade que Foucault sempre diz que “onde tem poder tem resistência”, esses jogos internos às relações de poder não são suficientes para dar conta do terreno incerto das “batalhas”, dos enfrentamentos, das “forças de baixo” que se inscrevem na superfície dos acontecimentos. Recuperando registros dessa questão em vários momentos da obra de Foucault, o artigo propõe uma reflexão em torno da diferenciação proposta no artigo “Sujeito e Poder” (1984) entre relações de poder e estratégias de enfrentamento

DILEMAS: Revista de Estudos de Conflito e Controle Social – Edição Especial no 2 – 2017 – pp. 11-28

https://revistas.ufrj.br/index.php/dilemas/article/view/14200

 

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